De Calça visita Cão Véio Pub

Impossível não entrar no clima e fazer uma viagem no tempo se você estiver no Cão Véio. O Pub que fica na Rua João Moura, em Pinheiros, faz um mix delicioso entre o Rock e a gastronomia. Cheguei cedo, por volta das 17:50 numa terça-feira, e a ideia era me encontrar com as outras Calças para definirmos novas pautas e conhecermos o bar. E, convenhamos, é muito melhor fazer uma degustação com as amigas, né? De cara fui falar com o Kichi, um dos sócios da casa. Se eu fosse falar sobre o Kichi, seria melhor fazer um “blog” a parte. Ele simplesmente esteve envolvido em todos os projetos mais legais ligados à música, noite, comportamento e consumo nos últimos tempos. Pra fechar a banca, ele se juntou a mais dois nomes de peso – o músico Badauí, da banda CPM22, e o chef Henrique Fogaça. No bar, quem assina os drinks é outra lenda da noite – Ricardo Bassetto. Pqp! Se você chegou a frequentar o Piola da Lorena, o Rock’n Cycles e outros bares, vai reconhecer o talento dele no ato, ou melhor, no drink. Mas não vou me estender na rasgação de seda e vou direto ao ponto.

Drinks&Beer

Às 18h abrimos os trabalhos e pedi um drink riquíssimo – Dog de Bordeaux – que leva gin, xarope de gengibre, suco de limão e Cointreau. Senta e chora! Maravilhoso. Sobe que é uma loucura, eita felicidade! Aliás, dica: se você for ao Cão Véio, esqueça o carro em casa e vá de taxi. Há duas geladeiras com cervejas especialíssimas, e não dá pra parar de beber(!), ainda bem que a casa fecha “cedo” – à meia-noite pra ser mais exata, portanto, vá à tarde =) . A Marina, expert em cervejas, bateu o olho nas duas geladeiras que ficam ao lado do bar e já curtiu a seleção.

Primeiro eu sempre procuro por uma cerveja de trigo. Geralmente as ofertas não são muito grandes. Aí pedi uma sugestão para o garçom, e eis que ele me sugere a Vedett, que na verdade eu tenho uma em casa há meses, mas ainda não havia bebido. Estava perdendo uma grande chance de colocar mais uma cerveja na minha lista de favoritas – uma Witbier frutada, leve, com laranja, limão siciliano e coentro na sua composição.

More beer

Na sequência, ela pediu outra, a Mikkeller Hops Weiss:

De verdade, por mim eu teria pedido outra Vedett, rs… Mas pelo blog, escolhemos outra cerveja para provar. Essa segunda já tinha um gosto mais amargo no final em comparação com a primeira. A Hopp Weiss é um pouco mais pesada, mas igualmente gostosa.

Pra comer ou pra conversar?

Pra começar, optamos por pedir uma das entradas mais gostosinhas da casa – Bom pra Cachorro – que são bolinhos de arroz com pimenta dedo de moça, queijo parmesão e um molhinho de tomate picante para acompanhar. Delícia! A porção serve 3 pessoas, os bolinhos são muito macios por dentro, crocantes por fora e extremamente saborosos. O molho de tomate suaviza a pimentinha da massa e faz o complemento perfeito. Aroma, sabor e temperatura nota mil! Mas se você quiser algo mais forte, experimente adicionar uma gotinha da pimenta bem louca que acompanha o prato. Vai por mim, FORTE! Se liga no que vem escrito no rótulo: “Picancia insana, cuidado”. #Ficadica

Pra se acabar!

Já bastante alegres com o drink, as cervejas e os bolinhos, fomos para a parte seguinte da degustação. Na verdade pulamos as saladas e a ideia não era jantar, mas experimentar coisas gostosinhas que normalmente pediríamos se fossemos a um bar comum, mas no Cão Véio o “comum” passou bem longe. A Marina sugeriu a porção São Bernardo – batata doce rústica, sálvia crocante e maionese de dill com limão. Essa é a melhor porção de batata doce que você irá comer na sua vida! A apresentação enche os olhos, o sabor é surpreendente e o acompanhamento da maionese vai muito bem, obrigado.

Depois dos bolinhos de arroz deliciosos, mas um pouquinho picantes para o meu paladar, achei que a batata doce daria uma quebrada e seria uma boa pedida. Além de cooperar com a minha super dieta marombeira, rs, tirando a parte da fritura e da maionese… bom… enfim… rs… São Bernardo aprovadíssimo, quantidade ótima, sabor à ser copiado em casa!

Cheers!

As porções estavam ótimas, o papo estava bom, mas bora beber! Na sequência a Marina pediu outra Mikkeller, dessa vez foi a Cream Ale:

Aí no rolê pelo bar para fotografar, paramos em frente às geladeiras de cervejas, que na ocasião estavam rodeadas pelos funcionários do bar. Obviamente pedimos uma nova indicação. Aí mudamos das ofertas “mulherzinhas” de cervejas e pulamos para uma Ale. Eu já gostei bastante das Ales, mas ultimamente tenho optado sempre por cervejas mais leves, mais frescas. Essa realmente é uma cerveja mais encorpada, amarga, mas gostosa. Indico para os dias mais frios.

Essa última eu achei um pouquinho mais suave que a segunda, mas ainda assim meio amarga. Confesso que ela foi melhorando à medida que a temperatura foi aumentando. E tem essas coisas mesmo, quem manja de cerveja é a Marina, que me disse que determinados tipos de cervejas devem ser consumidas em temperatura mais amena. Dessa forma, é possível sentir o sabor de todos os componentes e tal. Expert, né minha gente? Adorei as cervejas indicadas pelo Staff e aprovadas pela Marina. Aliás, outra coisa que percebemos é que todo mundo que trabalha na casa sabe indicar as bebidas e os pratos com muita propriedade. Pode ir na recomendação dos meninos, que acontece.

O bar

Por ser uma terça-feira, o bar não estava cheio, aliás as mesas só foram ocupadas às 21h. Portanto, chegue cedo e escolha o melhor lugar. Há poucas mesas na parte interna e o legal é ficar no salão principal, onde nós estávamos. Durante o período em que estivemos por lá, vi uma movimentação de motociclistas logo em frente. Adoro! Mas ficaram pouco tempo, a chuva caiu e eles saíram pro rolê assim mesmo. Quem sempre aparece e estava no bar é o Alex Poisé, proprietário da marca Sumemo (big respect!). E o clima da casa é o mais tranquilo e amistoso possível.

Vai um doce?

Pra fechar, não resistimos e fomos direto para a sobremesa, ou Cão Doce. Acho que sobremesas em geral são sempre iguais e têm o mesmo gosto. Coitada de mim, antes fosse. Pedimos logo o Dama – cookies de chocolate com sorvete de baunilha/chocolate, calda de chocolate e praliné de castanhas. Sem comentários. Daria para fazer outro post pra falar só sobre essa sobremesa. Melhor você ir e provar. A calda de chocolate é f*…(!) Eu sei que esse não é o termo ou o “adjetivo” mais apropriado para se descrever algo muito bom num texto de respeito, mas fazer o quê?… Não há palavras. Fiquei em choque por uns 10 minutos. Me lembrei de uma antiga sorveteria que havia no Itaim no final dos anos 80 (tô velha meixxmo), a Swensen’s, que fazia os melhores sundays do mundo. A calda do Cão Véio me trouxe essa lembrança e eu fiquei em êxtase. Depois o queridão que nos atendeu, disse que vai um conhaque na receita da calda… Já pode agarrar o Chef? Pra casar mesmo! O nome dele já está nas minhas orações. Deus é pai!

“Woof”

Se você for ao Cão Véio, me convide! Foi uma grata surpresa pelo ambiente, o atendimento, a qualidade e o primor dos pratos e das bebidas, além de todas as memórias maravilhosas que vieram como complemento ;) E de novo, não é merchan, jabá, nem nada disso, adoramos o bar e certamente voltaremos mais vezes. Essa calda de chocolate… pelo amor de Deus!

Cão Véio Pub
Horário de funcionamento: das 12h à 0h.
End.: Rua João Moura, 871 – Pinheiros.
Tel.: (11) 4371-7433.

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