De Calça pela Paz

Antes que você pense que esse post falará sobre algum concurso de Miss Universo, Brasil, Venezuela, “X”, já antecipo que falarei sobre futebol. Com ou sem manifestação, com ou sem os estádios prontos, teremos Copa. E quem é que já não começou a se empolgar com a expectativa dos jogos, com a promessa do desempenho espetacular dos jogadores em campo e com a diversão que será torcer pela seleção brasuca em casa (de preferência no bar)? Acredite se quiser, mas já estou no clima, especialmente com o foco no desempenho dos jogadores! #Adoro

Alguém poderia fazer o favor de trocar o shorts e a camiseta do uniforme oficial por uma sunga? Muito mais digno, além de econômico e mais fresquinho. Já imaginou que lindeza todos os 22 mocinhos correndo pelo campo de sunga, meião e chuteira? Muito amor! Ainda bem que eu não trabalho na FIFA, aí sim vocês veriam o que é “futebol arte”. :P Tenho certeza que o foco seria tão outro que ninguém perderia tempo brigando nas arquibancadas. Que gente mais cafona, né? Espero que ao menos durante a Copa os cafoninhas e ridículos de plantão, que brigam nos estádios, deem um tempo na truculência.

Poder assistir aos jogos pacificamente deveria ser uma realidade em qualquer jogo, mesmo para aqueles ou aquelas que assim como eu não entendem lhufas de futebol. As vezes fico pensando que as criaturas que brigam nos estádios fazem das arquibancadas a “sessão de descarrego” da semana, como se naquele ato fosse possível resolver toda revolta, as diferenças e as frustrações da vida. E pior é que, cá entre nós, não resolve. Só piora e acentua o problema. O nosso povo, tão batalhador, colorido e divertido, se deixa manchar por essas ocasiões tão tristes e abomináveis que se replicam em outras situações, menores em proporção, mas igualmente violentas e silenciosas, longe das câmeras e da imprensa. Nosso “país do futuro”, nessas horas, olha para o passado e fica lá, esperando alguém vir ajudar e tirar dessa situação. Enquanto o povo não se conscientiza e esse “alguém” não aparece, cabe a cada um de nós o exercício da não violência.

Viajando pela net, pesquisando sobre futebol, a Copa e os “mocinhos”, vi no site Update or Die uma campanha muito fofa que faz esse exercício:

Bandeirinha da Paz from Wunderman Festivals Brasil on Vimeo.

Não contente com a campanha, fui fuçar o making of que é onde mora o barato da história:

Making Of | Bandeirinha da Paz from La Casa de la Madre on Vimeo.

Tá, confesso que não tenho uma opinião formada sobre o bigode do fofo de óculos preto. Mas amei a iniciativa brilhante e criativa de como abordar um tema tão delicado e ainda tão presente nos nossos estádios. E seria ainda melhor se todas as empresas que patrocinam os times e os jogos também aderissem à ideia. Já imaginou que legal se de repente um discurso a favor da paz dominasse os estádios, as ruas e as nossas casas através dos jornais, do rádio, da TV, das revistas e redes sociais? Por alguns instantes seríamos uma sociedade menos violenta e mais consciente. Antes que a Copa comece, faça sua parte. Compartilhe esse post com seus amigos no Face e no Twitter e tagueie com #BandeirinhaDaPaz. É óbvio que esta ação não acabará com o problema, ninguém aqui é Miss, né gente? Mas uma boa ideia pode sim transformar muita coisa, a começar pela intenção de celebrar o esporte e conviver em sociedade de uma maneira muito melhor para todos. ;)

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