All about “Her”

HER

Certamente a pessoa menos tecnológica deste blog sou eu. Nunca fui muito ligada em tecnologia, em gadgets, redes sociais e etc. Passo o menor tempo possível no computador, e não foi fácil aprender a mexer na plataforma louca desse blog. Introdução estranha essa para o post do dia, né? Sabe o que é? É que eu fui assistir ao filme Her  algumas semanas atrás. Infelizmente, o filme está quase saindo de cartaz, e ainda resta uma sala em São Paulo, apenas alguns dias e horários. Ou seja, programe-se e não perca a oportunidade de ver este filme no cinema.

Fazendo um resumo breve sobre o filme, a história revela o relacionamento de um homem, num futuro não muito distante, com um sistema operacional que se adapta perfeitamente à vida dele e literalmente conversa com o personagem sobre todos os seus problemas e questionamentos, em qualquer momento do dia. Parece loucura?

Então, o que pega é o seguinte: o protagonista, vivido pelo ator Joaquin Phoenix, sai de um relacionamento longo, mora sozinho, tem um trabalho solitário e leva aquela vida que a gente já conhece – de casa pro trabalho, do trabalho pra casa. Só que o tempo em que o filme se passa, ocorre em algum momento ligeiramente mais avançado do que o nosso, quase tudo o que ele faz é percebido através do reconhecimento da voz. Ele não lê, mas ouve os e-mails, ouve notícias de sites… e tudo acontece através do celular.

Tudo transcorre previsivelmente muito bem, até que é lançado um sistema operacional que capta e reconhece cada necessidade dele baseado em meia dúzia de informações anteriores. Aí é que entra o meu pensamento. No “meu tempo” eu falava sozinha! Lembra disso? Já falou sozinho? Poxa, aquela coisa de fazer uma pergunta e você mesmo responder. Não dá nada errado, você sempre ouve o que quer, sempre chega a uma solução sozinho. Era super eficaz, viu? O que está acontecendo com a gente? Precisa o tempo todo ouvir o que outra pessoa está falando em alguma rede social? Precisa falar? Com quem? Pra quê? Por quê?

Não sei, isso tudo me deixa sempre muito intrigada – como estamos perdendo a capacidade de ficarmos sozinhos e quietos. Eu também estou me incluindo nessa, tá? Que fique claro. Aparentemente não queremos mais ficar quietos, queremos ficar solitários, e “falar” por mensagem enquanto mostramos uma foto, comentamos o que estamos ouvindo… Me parece uma loucura. Não?

Continua sendo uma obrigação ver esse filme, porque ele é absurdamente lindo! Foi gravado em Los Angeles e em Shanghai. Tudo é lindo – os cenários, as locações, as roupas, as músicas e, juntando isso tudo, as CORES! As cores são de tirar o fôlego, tudo isso que eu mencionei acima reflete nas cores em cada cena do filme. O personagem é sempre tomado, abraçado por uma cor em cada cena. É impressionante.

Pensando aqui enquanto escrevo, compartilho, fotografo e posto… :/ Tá tudo errado? Ou tudo certo?

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