Yayoi Kusama – Obsessão Infinita

Vem cá, lembra quando a gente ia visitar uma exposição, gostava de alguma coisa e vinha um segurança pedir para não tirar foto? Lembra disso? O que aconteceu? Não tá mais na moda, né? Poxa, que pena. A gente era feliz e não sabia, viu? Vai por mim.

Fui visitar a exposição da Yayoi Kusama nessa terça-feira e bateu uma saudade louca daquele tempo. Eu estava super querendo ir a esta exposição desde que ela veio para o Rio de Janeiro, no CCBB, no ano passado. Eu curto arte contemporânea, instalações, cores… Tinha tudo para gostar dessa.

Pois é, mas a história já começou mal quando a exposição inaugurou e tinha filas enormes. Aguardei uns dias, fui em um dia de semana, achando que ia ser tranquilo e divertido. Já rolava um auê do lado de fora, muita gente andando pela rua e tal. Entrei e constatei que estava meio cheio mesmo, e já era possível ver algumas filas para entrar em algumas obras. Tudo bem, tudo bem… Só que aí, na primeira que eu entrei, achando que estava mais vazia, era para colar etiquetas de bolinhas coloridas de diversos tamanhos… Interessante, né? Intervir na obra e tal… Só que a sala estava abarrotada de gente que queria acabar com a cartela de adesivos a qualquer custo e ainda por cima fotografar! Me irritei um pouco e saí.

Fui visitando outras áreas da exposição e a cena se repetia. Nem as telas, que foi o que eu mais gostei na verdade, se livraram dos selfies – veja foto na galeria. Gostei também das salas de espelhos e luzes ,e dos pontos fluorescentes na sala com luz negra. Mas sempre com muita gente, muita foto…

Quando eu já estava em choque total e absoluto, fui visitar a última sala que restava, a “Infinita Sala de Espelhos – Campo de Falos”. A entrada nessa sala é controlada, são 4 pessoas por vez e por apenas 20 segundos. OS PIORES 20 SEGUNDOS DA MINHA VIDA! Obviamente que as outras 3 pessoas que entraram comigo fotografaram tudo o que seus celulares permitiram em 20 segundos e eu fiquei grudada na porta esperando ela abrir! rs… Não foi fácil!

Antes de ir à exposição eu li a seguinte frase: “Artistas não costumam expressar seus complexos psicológicos diretamente, mas eu adoto meus complexos e medos como temas.” – Yayoi Kusama. Achei super interessante! Agora, vem cá,  qual complexo psicológico está levando as pessoas a esse fenômeno tão estranho, que a Natalie já até tentou desvendar aqui, mas que para mim começou a incomodar de verdade quando eu simplesmente não consegui ver uma exposição em paz.

Que obessão é essa das pessoas?Aí, eu estava em uma das filas e 3 adolescentes conversavam sobre suas obsessões. Comentaram sobre limpeza, sobre arrumação, sobre cores… Não ficou faltando alguma coisa? Os 3 entraram e, como 98% das outras pessoas, fotografaram loucamente.

Compartilhe com a gente a sua obsessão também!!! As minhas piores eu acho que são: tênis, estampas e pães. :)

Aliás, como recompensa por passar por isso tudo na tarde dessa terça-feira, fui tomar um café na Julice Boulangère. Ui, essa sim vale a visita, a volta E a recomendação! Vai ser o próximo post! ;)

 

Obsessão Infinita, de Yayoi Kusama
De 22 de maio a 27 de julho de 2014
Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, SP
De terça a domingo, das 11h às 20h

 

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